
Um dia, uma menina levantou-se e decidiu partir numa viagem. Durante muito tempo caminhou e caminhou, sem saber muito bem onde aquele caminho a levaria. Foram dias e dias, meses e meses, a andar em círculos, voltando quase sempre ao ponto de partida. À medida que o tempo passava, um muro construía-se à volta desse caminho que a menina já tão bem conhecia. Ela queria passar, mas não sabia como. O muro crescia, crescia, e a menina ia ficando cada vez com mais medo de avançar. À medida que o muro crescia, a estrada ficava mais escura. Ao fim de alguns dias a tactear a estrada, a menina, cansada, decidiu deitar-se um pouco e descançar. Já não dava pelo passar dos dias; o caminho estava tão escuro que, para ela, era sempre noite. Um dia, acordou com um clarão a bater-lhe nos olhos. Tapou os olhos com a mão, dando-lhes algum tempo para se habituarem novamente à luz do dia. Quando tal sucedeu, a menina levantou-se e, aproximando-se do muro, reparou numa brecha que se abrira no muro. Pensou se caberia naquela brecha. Primeiro, pensou que não e voltou a sentar-se. Depois, olhando o crescente raio de sol que por ali irradiava, decidiu tentar a sua sorte. E passou.
À sua frente estava um novo caminho, iluminado por um sol alegre e quente e ladeado por vários tipos de plantas e árvores. No entanto, a beleza e facilidade do caminho não durou muito. Pouco depois de ter começado a andar, confiante de que aquele caminho a levaria onde ela queria ir, deparou-se com a divisão do caminho em dois. E agora, qual escolher? Como que por magia, vindo de cima de uma frondosa árvore, um menino aterrou firmemente à sua frente. Não se identificou, e a menina também não fez questão de que ele o fizesse.
À sua frente estava um novo caminho, iluminado por um sol alegre e quente e ladeado por vários tipos de plantas e árvores. No entanto, a beleza e facilidade do caminho não durou muito. Pouco depois de ter começado a andar, confiante de que aquele caminho a levaria onde ela queria ir, deparou-se com a divisão do caminho em dois. E agora, qual escolher? Como que por magia, vindo de cima de uma frondosa árvore, um menino aterrou firmemente à sua frente. Não se identificou, e a menina também não fez questão de que ele o fizesse.
O menino disse-lhe "O caminho da esquerda não te levará onde queres ir, mas talvez te leve a algo melhor. Pode ser mais longo, mais é com certeza mais fácil. O caminho da direita levar-te-á onde desejas, mas é meu desejo avisar-te que está cheio de cobras, buracos, armadilhas e todo o tipo de perigos. Sinceramente, acho que esse não vale a pena. Talvez aquilo que tu queres não te queira a ti, e assim sendo não vale a pena sofreres com todos esses perigos para teres de voltar para trás." Dito isto, e tão depressa quanto apareceu, o menino desapareceu para dentro dos arbustos.
A menina ali ficou, sozinha, sem ninguém a quem pedir auxílio, tentado decidir por qual dos caminhos optar. "Costumo ir pelo mais fácil e não tenho ficado muito mal", pensou ela, "mas como sei se é verdade aquilo que o menino disse? Como sei se existirão mesmo perigos e todas aquelas coisas naquela estrada se não seguir por ela? Como sei que o que eu quero não me quer? É a única estrada que me leva onde quero ir...". A decisão tardava e tornava-se difícil. A sua insegurança não estava a ajudar muito no momento. E agora, o que fazer? Jogar pelo seguro ou seguir o desejo?
A menina decidiu seguir o desejo, só tinha de descobrir uma forma de matar as cobras, saltar os buracos e evitar as armadilhas.
Mais uma vez te digo, já não era sem tempo essa "mudança". Levou tempo, demasiado até, mas como te disse, se não mudares, ninguém vai mudar por ti. Afinal o facto de amuar, até serviu de algo. Sim, gosto desse teu novo "eu" Tower <3
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