30 de julho de 2010

António Feio, até sempre.



Tudo o que quero na vida é enfrentar as dificuldades da maneira forte que este grande homem o fez.


"Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento. Agradeçam. Não deixem nada por dizer, nada por fazer."
António Feio, 1954-2010.

Cratera #5 - Recomeço

Como a minha mente imaginativa me permitiu escrever um dia, "isto não é um fim, apenas um recomeço".

Não é a primeira, não é a segunda nem há-de ser a última vez que isto acontece. Mas desta vez vai mesmo ser diferente. Porque eu não vou ficar a um canto a choramingar com os amigos a dizer-me "Não fiques assim" e "tens de esquecer isso seguir em frente". Não digo que não custe, mas desta vez eles vão sentir orgulho em mim porque eu não vou estar assim. Vou ser forte e vou sorrir.
Amo-te, mas vou ser forte e serás apenas mais um.
"Everytime I smile, there's a little bit of my love for you that vanishes. And if I keep smiling time enough, my love for you will finally be gone."

22 de julho de 2010

Where is your prince charming?

"O príncipe pode estar em qualquer lado."

Nós, meninas, quando somos pequeninas (e até mais crescidas!), acreditamos nas histórias que nos falam dos príncipes encantados, enquanto ainda nos achamos umas princesas. À medida que crescemos, apercebemo-nos que até podemos ser princesas.
Cada uma de nós acaba por sempre princesa à sua maneira. O que muda é o conto de fadas.
A todas nós são dadas maçãs envenenadas, são dados momentos em que nos transformamos em Cinderela e podemos ter alguns amigos fiéis como a Branca de Neve. À medida que os anos passam, começamos a entender que o Príncipe Encantado não tem de ser mesmo filho de um rei e uma rainha e vir até nós montado no mais belo cavalo branco. Pode ser estranho quando começamos a ver que não existe um esteriótipo desse tipo de Príncipe.
O nosso Príncipe pode ser pobre ou rico, bonito ou menos bonito, alto ou baixo, gordo ou magro... Pode ter cabelo grande, pequeno, loiro, moreno, ruivo ou ser careca. Pode ser branco, preto, vermelho ou amarelo.
O que interessa não são as suas características. O que interessa é o que faz dele o nosso Príncipe.
O nosso príncipe pode morar do outro lado do mundo ou na casa ao lado. Pode ser uma versão masculina da nossa pessoa ou não ter nada a ver connosco. Pode viver numa casa grande e bela ou numa barraca quase a desfazer-se. Pode andar de Ferrari, Porche, Lamborghini ou Renault 5. Pode vestir Nike ou "marca branca". Pode ser punk, metaleiro, nigga, beto, jerk ou uma mistura. Pode viver num bairro de alta sociedade ou no ghetto.
Não interessa de onde ele vem. Interessa para onde ele vai e onde ele ficará. Interessa que ele seja para nós o Príncipe mais Encantado do mundo. O que importa não é que os outros digam que é a pessoa certa para nós, é que todos nos digam que é o errado mas que nós lutemos porque sabemos que é o certo.
Não sei dizer como é o meu Príncipe Encantado. Saberei quando o encontrar e o tiver à minha frente. Em algum momento da minha vida serei capaz de afirmar com a maior certeza do mundo: "É ele."

20 de julho de 2010

Cratera #4 - Hell no



"Não posso", "Não consigo", "Não ia correr bem"...

Na noite em que todos à minha volta decidiram ser sinceros, eu menti. Não consegui tentar, o medo marcou posição. Eu pensei em dizer mas perdi (novamente) a coragem. Talvez tenham razão - talvez o meu medo não seja perder a tua amizade, mas sim que saias da minha vida. Eu quero tentar, SE QUERO! Mas não posso passar por cima de toda a gente e de tudo para poder estar contigo. Não posso querer comandar aquilo que queres e o que sentes. Tenho de esperar ou dizer. Vou fazer o que é talvez mais fácil e cómodo - não magoando menos, no entanto - que é esperar. Dar tempo ao tempo, e a ti.
Porque eu acredito que talvez, que sim, que existe a possibilidade. E ao mesmo tempo existe uma espécie de sombra a pairar por cima de nós. Quer dizer, entre nós.
Quando eu digo nós refiro-me a um "eu e tu", até porque não somos nem nunca fomos um "nós".

Give me a chance, I'll make it worth. @

That sould be me

"That should be me, holding your hand
That should be me, making you laugh
That should be me, feeling your kisses
I can't go on 'til you believe
that should be me."

5 de julho de 2010

Cratera #3 - Orgulho

Há anos que se afastam mais e mais. Há anos que viram costas um ao outro e fingem que não se conhecem quando se cruzam na rua. Começou há tanto tempo que já perderam a conta aos anos. Numa discução por algo idiota, cujo assunto é das poucas coisas que nenhum dos dois esquece. Passaram anos a fio à espera - não para esquecer, estavam apenas à espera que o outro desse o primeiro passo. Enquanto faziam a sua vida, cada um para seu lado, era apenas o corpo que ia numa direcção diferente.
Se em alguma altura estavam demasiado irritado por causa do que se tinha passado ou tinham decido apagar o outro da sua vida, como se nunca tivesse existido, essa ideia desaparecia quando, um dia e apenas pelo destino, passavam na mesma rua, ao mesmo tempo. Aí, era escondida num olhar frio e distante que vivia a espera que se prolongava anos a fio, e o orgulho que não permitia que a espera terminasse.
Quando, mais uma vez, os seus corpos seguiam em direcções diferentes, as suas mentes trilhavam o mesmo caminho - era a mesma recordação, a mesma imagem, o mesmo dia que lhes passava pela cabeça. Eram comandados - ele, pelo orgulho, e ela, pela indecisão e falta de coragem. Desde aquele dia que ele estava arrependido, mas o seu orgulho não deixava que isso transparecesse. Ela, por sua vez, esperava - já impacientemente - o dia em que iria voltar a ouvir a sua voz e um pedido de desculpas permitiria que tudo fosse como dantes, ou pelo pelo menos, parecido.
Esse dia, para eles, não chegou. Durou até ao resto das suas vidas, enquanto eles se perguntavam como seria se a coragem e a amizade tivessem sido mais fortes que o medo e o orgulho. Todos os dias, nem que por um segundo fosse, lembravam-se um do outro e de como era... antes.

E eu escolhi não ser esta a minha história.


3 de julho de 2010

Coisas estranhas acontecem

Depois de o Brasil ser eliminado, ainda me deparo com a notícia de que a Argentina também já está fora do Mundial! E a minha reacção é "WTF?! Mas isto está tudo louco!". O meu Kaká, o meu Messi e o "Ti Maria", como a minha mãe lhe chama...
Pronto, parece que agora vou torcer por nuestros hermanos e pela Alemanha do meu desconhecido de Londres.

Cratera #2 - Free falling



Decidi correr o risco. Fechei os olhos e guiei-me por aquilo que estava a sentir, não só naquele momento, que algum que já sentia há muito tempo. Fiz aquilo que não costumo fazer: tentei. Tentei, e correu bem. Se fiz bem ou mal, só o poderei dizer com o passar do tempo. Mas aquilo que me deixa mais feliz é o simples facto de ter tido a coragem de tentar.
Muitas vezes sou comandada apenas pela razão, pela lógica e pelo que é "correcto". Desta vez não. Porque eu senti que tinha de tentar, eu sabia que tinha de o fazer. E acabei por fazê-lo. Se me der mal por tê-lo feito, paciência. Hei-de levantar-me e seguir como sempre fiz, demorando mais ou menos tempo.
Foi uma questão de um segundo. Fechei os olhos, respirei fundo, senti o batimento acelerado, e tentei.
Agora estou como que em queda livre. Não sei quando vou parar, não sei se vou ou não ficar bem, não sei o que me espera no final da queda. Não me interessa o que os outros pensam, desta vez vou seguir-me a mim própria. Saltei porque tenho esperança que o que vá acontecer lá em baixo seja bem melhor do que o que se estava a passar cá em cima.
Thanks, JM.

"Tu é que sabes"

Detesto que me digam "Tu é que sabes o que fazes/o que fizeste" ou "a vida é tua". Mais valem dizerem logo que não concordam comigo, era bastante mais directo e que entendia exactamente a mesma coisa.
Acho piada às pessoas que dizem que eu sou pessimista, porque algumas delas (não todas, atenção), quando eu estou optimista em relação a alguma coisa, criam os cenários - maus - do que pode acontecer, ou seja, querem que eu desista. E depois há outras pessoas, as que me avisam, que são diferentes das que me querer fazer desistir. Porque as que me avisam preocupam-se em chamar-me a atenção para o que pode acontecer, enquanto me apoiam porque sabem que é aquilo que eu quero e que quero tentar.

Posso não estar a fazer o mais correcto, mas se quero tentar, deixem-me bater com a cabeça na parede. Porque me custa muito mais não fazer porque não tenho coragem e/ou porque os outros acham que não devo, do que bater com a cabeça na parede por ter tentado. Isto deve-se ao facto de estar farta de "E se eu tivesse dito/feito/ido, etc.".


Eu sei que a maioria me diz o que diz porque se preocupa comigo... Mas se me dizem tantas vezes "Vais ver que um dia...", porque é que não me deixam tentar e ir à procura desse dia, fazer com que ele aconteça? É que eu às vezes só quero mesmo tentar.