"O príncipe pode estar em qualquer lado."
Nós, meninas, quando somos pequeninas (e até mais crescidas!), acreditamos nas histórias que nos falam dos príncipes encantados, enquanto ainda nos achamos umas princesas. À medida que crescemos, apercebemo-nos que até podemos ser princesas.
Cada uma de nós acaba por sempre princesa à sua maneira. O que muda é o conto de fadas.
A todas nós são dadas maçãs envenenadas, são dados momentos em que nos transformamos em Cinderela e podemos ter alguns amigos fiéis como a Branca de Neve. À medida que os anos passam, começamos a entender que o Príncipe Encantado não tem de ser mesmo filho de um rei e uma rainha e vir até nós montado no mais belo cavalo branco. Pode ser estranho quando começamos a ver que não existe um esteriótipo desse tipo de Príncipe.
O nosso Príncipe pode ser pobre ou rico, bonito ou menos bonito, alto ou baixo, gordo ou magro... Pode ter cabelo grande, pequeno, loiro, moreno, ruivo ou ser careca. Pode ser branco, preto, vermelho ou amarelo.
O que interessa não são as suas características. O que interessa é o que faz dele o nosso Príncipe.
O nosso príncipe pode morar do outro lado do mundo ou na casa ao lado. Pode ser uma versão masculina da nossa pessoa ou não ter nada a ver connosco. Pode viver numa casa grande e bela ou numa barraca quase a desfazer-se. Pode andar de Ferrari, Porche, Lamborghini ou Renault 5. Pode vestir Nike ou "marca branca". Pode ser punk, metaleiro, nigga, beto, jerk ou uma mistura. Pode viver num bairro de alta sociedade ou no ghetto.
Não interessa de onde ele vem. Interessa para onde ele vai e onde ele ficará. Interessa que ele seja para nós o Príncipe mais Encantado do mundo. O que importa não é que os outros digam que é a pessoa certa para nós, é que todos nos digam que é o errado mas que nós lutemos porque sabemos que é o certo.
Não sei dizer como é o meu Príncipe Encantado. Saberei quando o encontrar e o tiver à minha frente. Em algum momento da minha vida serei capaz de afirmar com a maior certeza do mundo: "É ele."